“Então chegaram a Betsaida. E lhe trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele.
Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia. Então cuspiu nos olhos do homem e, impondo-lhe as mãos, perguntou: — Você vê alguma coisa?
O homem, recuperando a visão, respondeu: — Vejo pessoas, mas elas parecem árvores que andam.
Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia de modo perfeito”. Mc 8:22-25
Você vê alguma coisa? Essa foi a pergunta que Jesus fez ao cego, após tocá-lo pela primeira vez. Feliz, o homem responde que estava vendo pessoas que eram parecidas com árvores andando... sua visão não era nítida... não havia clareza. Mas ele já estava satisfeito, afinal, estava vendo.
Quantas vezes nos contentamos em permanecer no raso... nos alimentamos das migalhas daquilo que Deus entregou a outros... quando na verdade, deveríamos ocupar o nosso lugar na mesa e desfrutar do banquete que Ele prepara para nós todos os dias. Está ótimo assim, afinal estou vendo.
A falta de uma visão clara e nítida tem conduzido muitas pessoas por caminhos tortuosos que as afastam da rota traçada pelo Senhor. Abre-se as Escrituras em busca de informações, de um conhecimento intelectual... o coração não queima por aquela doce expectativa de se encontrar com o Autor daquela Palavra, e enxergar nela, mais do que pessoas como árvores andando, mas o coração de Deus pulsando por um ardente desejo de revelar Seus segredos mais íntimos.
Jesus não se satisfaz com a resposta daquele cego e toca novamente em seus olhos, dando a ele uma visão clara e perfeitamente restabelecida.
Não se satisfaça em “ver” parcialmente... não saia de um texto bíblico sem antes compreender, de fato, o que o Senhor está te dizendo ali. Peça ao Senhor Jesus que toque em seus olhos espirituais e assim, como ocorreu com aquele cego, você possa ver com clareza, discernindo as verdades do Reino, para que possa se apropriar delas e assim desfrutar de tudo o que o Senhor deseja lhe entregar.
Autora: Pra Renata Barbosa
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